Preços da carne de frango registram queda na segunda quinzena de abril

Destaques

Excesso de oferta e retração no consumo interno pressionam cotações da proteína; tendência de baixa favorece o consumidor final.


O mercado de proteínas animais apresenta um cenário favorável para o consumidor brasileiro neste final de mês. Segundo dados da Globo Rural divulgados nesta sexta-feira (24 de abril de 2026), os preços da carne de frango registraram uma queda sensível na segunda quinzena de abril. O recuo nas cotações é observado tanto no atacado quanto no varejo, refletindo um ajuste entre a oferta disponível e o ritmo de escoamento da produção nacional.

Analistas do setor apontam que a queda é motivada por uma combinação de fatores cíclicos. De um lado, a produção de aves manteve um ritmo acelerado, resultando em estoques elevados nos frigoríficos. De outro, o período de final de mês tradicionalmente reduz o poder de compra das famílias, forçando uma redução nos preços para evitar o acúmulo de produtos perecíveis. Além disso, a estabilidade nos preços dos insumos, como o milho e o farelo de soja, deu margem para que os produtores absorvessem a redução sem comprometer severamente a rentabilidade.

Panorama do Mercado de Proteínas

O comportamento do preço do frango impacta diretamente a dinâmica de outras carnes:

  • Competitividade: Com o frango mais barato, a proteína ganha espaço frente à carne bovina, que mantém preços mais elevados, influenciando a decisão de compra nos supermercados.
  • Exportações: Apesar da queda interna, as exportações brasileiras de carne de aves continuam em patamares recordes, o que ajuda a equilibrar o faturamento das grandes agroindústrias.
  • Expectativa para Maio: Especialistas preveem que os preços possam se estabilizar ou sofrer um leve repique com a chegada da massa salarial no início de maio e a proximidade do Dia das Mães, período de alta no consumo.

Impacto no Mato Grosso

No cenário mato-grossense, o estado consolida-se como um dos principais players da avicultura nacional. O governador Otaviano Pivetta tem incentivado a verticalização da produção, transformando o milho produzido localmente em proteína animal de alto valor agregado. Para o setor em MT, a queda nos preços internos reforça a necessidade de manter a eficiência operacional e a busca por novos mercados internacionais, garantindo que o estado continue competitivo mesmo diante de flutuações sazonais de preço.

Para as famílias cuiabanas, a redução é um alento no orçamento doméstico, permitindo uma melhor distribuição dos gastos com alimentação em um mês marcado pelo início de importantes pagamentos previdenciários e sazonais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *