Mercado de Grãos: Trigo sobe em Chicago enquanto Soja e Milho buscam estabilidade

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Tensão climática na Europa e nos EUA impulsiona o trigo; soja e milho oscilam com ajustes técnicos e dólar.


Nesta quinta-feira (23 de abril de 2026), os mercados agrícolas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com dinâmicas distintas para as principais commodities. O grande destaque do dia é o trigo, que mantém uma trajetória de alta consistente. O movimento é impulsionado por preocupações renovadas com o clima em importantes regiões produtoras, como a Europa e partes dos Estados Unidos, onde geadas tardias e períodos de seca ameaçam a produtividade das lavouras de inverno.

Já para a soja e o milho, o cenário é de oscilação lateral. Após quedas registradas na sessão anterior, os preços buscam um ponto de equilíbrio. A soja encontra suporte na demanda estável por farelo e óleo, mas sofre pressão do avanço do plantio no Corn Belt americano, que segue dentro das janelas ideais. O milho, por sua vez, oscila entre ganhos e perdas, influenciado pela competitividade do grão sul-americano no mercado global e pela variação do petróleo, que impacta diretamente as margens do etanol.

Cotações do Dia (Contratos de Maio/2026)

De acordo com os dados mais recentes das 10h00 (horário de Cuiabá):

  • Trigo: Opera em alta de 1,10%, cotado a aproximadamente US$ 6,05/bushel.
  • Soja: Apresenta leve valorização de 0,15%, negociada a US$ 11,66/bushel.
  • Milho: Oscila próximo da estabilidade com alta de 0,19%, valendo US$ 4,55/bushel.

Fatores que Moldam os Preços

A análise de mercado aponta três fatores cruciais para a volatilidade desta semana:

  1. Clima nos EUA: A rapidez no plantio de milho e soja nos estados americanos pode limitar novas altas caso as previsões de chuva se confirmem.
  2. Geopolítica e Logística: A continuidade do escoamento de grãos pelo Mar Negro e os custos de frete internacional seguem no radar dos investidores.
  3. Câmbio: O fortalecimento do dólar frente ao real e outras moedas de países exportadores torna os grãos americanos menos competitivos, pressionando as cotações em Chicago.

Reflexos para o Produtor de Mato Grosso

Para o agronegócio mato-grossense, a alta do trigo em Chicago serve como um indicador de alerta para os custos de insumos e panificação, embora o estado não seja o principal produtor nacional do grão. No entanto, a estabilidade da soja em patamares próximos de US$ 11,60 é acompanhada de perto pelos produtores locais, que ainda gerenciam a comercialização da safra 24/25. O governador Otaviano Pivetta tem reforçado em fóruns como o Norte Show a importância de investimentos em logística para que o produtor de MT mantenha a rentabilidade, mesmo em cenários de preços internacionais menos agressivos.

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