Exportações do agro somam US$ 37,44 mil milhões no 1º trimestre

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Setor atinge marca inédita para o período, apesar do recuo pontual registado em março.


O agronegócio brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um desempenho histórico. De acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, analisados pelo comentário da CBN Agro, as exportações do setor atingiram o recorde de US$ 37,44 mil milhões entre janeiro e março. O resultado representa um crescimento de 3,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, consolidando a força do setor no comércio exterior.

Apesar do saldo trimestral positivo, o mês de março apresentou uma leve queda de 7,1% em relação ao mesmo mês de 2025, totalizando US$ 14,21 mil milhões. Este recuo pontual é atribuído, em grande parte, à queda nos preços internacionais de algumas commodities importantes, como o milho e a soja, além de questões logísticas que afetaram o ritmo de embarques no final do período.

Produtos em Destaque

O complexo soja continuou a ser o principal motor das vendas externas, mas outros setores apresentaram crescimentos significativos que ajudaram a sustentar o recorde trimestral:

  • Complexo Sucroalcooleiro: Beneficiou-se da valorização do açúcar no mercado global.
  • Carnes: Aumento na demanda, especialmente da carne bovina e de frango, para mercados asiáticos e do Médio Oriente.
  • Produtos Florestais: Celulose e papel mantiveram uma trajetória de crescimento constante.

Perspectivas para 2026

A análise destaca que, embora o volume exportado continue alto, a rentabilidade do produtor enfrenta desafios devido à pressão nos preços de venda. A China permanece como o principal parceiro comercial, absorvendo uma fatia considerável da produção nacional. Para os próximos meses, o mercado monitora de perto as condições climáticas para a segunda safra (safrinha) e a movimentação do câmbio, fatores que serão determinantes para manter o ritmo de crescimento e garantir que 2026 termine com novos números recordes para a balança comercial brasileira.

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