Oferta equilibrada e frigoríficos com programações preenchidas ditam o ritmo do mercado pecuário em abril.
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O mercado físico do boi gordo mantém uma trajetória de estabilidade neste encerramento de semana (17 de abril). Segundo o acompanhamento das principais praças pecuárias do país, os preços da arroba seguem sem grandes oscilações, sustentados por escalas de abate que estão, em média, bastante confortáveis para as indústrias frigoríficas.
A calmaria nos preços reflete um momento de equilíbrio entre a oferta de animais prontos para o abate e a demanda das indústrias. Em estados como Mato Grosso, o volume de animais ofertados tem sido suficiente para que os frigoríficos mantenham suas programações de abate preenchidas para os próximos 10 a 12 dias, o que retira a pressão de compra e evita altas repentinas nas cotações.
Escalas de Abate e Consumo Interno
O preenchimento das escalas é um indicador chave para o pecuarista. Quando as escalas estão “alongadas” (com muitos dias já programados), a indústria tende a oferecer preços mais baixos ou apenas manter os valores vigentes, pois não há urgência em adquirir novos lotes.
- Escoamento: No mercado interno, o consumo de carne bovina segue em ritmo regular, típico da segunda quinzena do mês, quando o poder de compra das famílias tende a ser mais contido.
- Exportações: O volume de carne direcionado ao mercado externo continua robusto, ajudando a dar sustentação aos preços e evitando quedas acentuadas, mesmo com a folga nas escalas.
Perspectivas para o Produtor Mato-grossense
Para o pecuarista de Mato Grosso, o cenário exige atenção ao manejo das pastagens e aos custos de suplementação. Com a estabilidade da arroba, a rentabilidade do negócio passa a depender cada vez mais da eficiência produtiva dentro da porteira. A estratégia de venda precisa ser bem planejada para aproveitar janelas de oportunidade, especialmente em um ano onde a competitividade de outras proteínas, como o frango, está em alta, desafiando a participação da carne bovina no varejo nacional.
