Preço do boi gordo encerra a semana sem variações em mercado lento

Agro

Escalas de abate confortáveis e demanda interna moderada mantêm cotações estáveis em Mato Grosso e principais praças.

O mercado físico do boi gordo encerrou a terceira semana de abril de 2026 apresentando uma tónica de estabilidade. De acordo com o balanço divulgado pela consultoria Safras & Mercado e repercutido pelo Globo Rural, as cotações nas principais praças pecuárias do país pouco oscilaram, refletindo um cenário de equilíbrio entre a oferta de animais e a procura por parte dos frigoríficos.

O ritmo das negociações foi classificado como “lento”, algo comum para o período, uma vez que muitas indústrias já fecharam as suas escalas de abate para os próximos dias. Com as escalas operando com uma média de 7 a 10 dias de antecedência, não há uma pressão imediata de compra que force a subida dos preços. Por outro lado, o pecuarista tem segurado os animais em pasto onde as condições ainda permitem, evitando uma pressão vendedora que derrube as cotações.

Cenário nas Praças de Mato Grosso

Em Mato Grosso, estado que dita o ritmo da pecuária nacional, o cenário não foi diferente. A arroba do boi gordo manteve-se firme, sustentada pela exportação, que continua a ser a principal válvula de escape para a produção local.

  • Consumo Interno: A segunda quinzena do mês tradicionalmente apresenta um consumo doméstico mais retraído, o que limita qualquer tentativa de reajuste positivo no preço da carne no atacado e, consequentemente, no boi vivo.
  • Escalas: As unidades frigoríficas em regiões como Sinop e Rondonópolis relatam escalas confortáveis, o que lhes permite atuar de forma pontual no mercado.
  • Reposição: O mercado de reposição (bezerros e bois magros) também acompanha a lentidão, com investidores aguardando sinais mais claros da safra de bois que deve ganhar volume nos próximos meses.

Perspectivas para a Próxima Semana

Analistas do setor indicam que a tendência para o início de maio é de manutenção deste quadro, a menos que ocorra uma alteração significativa no volume de embarques para a China ou uma redução drástica na oferta de animais terminados devido à virada da estação e seca das pastagens. Para o pecuarista mato-grossense, a recomendação continua a ser o acompanhamento rigoroso dos custos de produção e a utilização de ferramentas de hedge para proteger as margens, já que o mercado spot não sinaliza grandes ralis no curto prazo.

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