Escassez de produto disponível para comercialização gera valorização nos principais centros de distribuição durante o mês de maio.
O mercado nacional de feijão registra uma tendência de alta nos preços neste mês de maio, impulsionada diretamente pela redução na oferta do produto. A baixa disponibilidade do grão, verificada tanto nas áreas produtoras quanto nos centros de comercialização, tem pressionado as cotações para cima, refletindo um desequilíbrio temporário entre a demanda dos consumidores e o volume estocado.
De acordo com análises do setor agrícola, o atual cenário é resultado da transição entre safras e de variações climáticas que afetaram o ritmo de colheita em importantes regiões fornecedoras. Com menos feijão entrando no sistema de distribuição, os compradores enfrentam dificuldades para compor estoques, o que eleva a competição pelos lotes disponíveis e, consequentemente, o valor final pago ao produtor.
O levantamento aponta que a valorização atinge diferentes variedades do grão, embora o impacto seja mais acentuado nos tipos com maior demanda comercial. Esse movimento de preços já começa a ser sentido nos atacados e deve chegar às prateleiras dos supermercados nos próximos dias, alterando o custo da cesta básica para o consumidor final.
A expectativa de agentes do mercado é que os preços mantenham a trajetória de sustentação até que o volume da nova safra seja plenamente disponibilizado. Até lá, o setor monitora de perto as condições das lavouras e o escoamento da produção para prever quando ocorrerá a estabilização das cotações no mercado interno.
