Preço do café arábica teve forte queda no Brasil em maio

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Avanço da colheita e pressão do mercado externo puxam cotações para baixo, interrompendo ciclo recente de valorização.

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Os preços do café arábica fecharam o mês de maio em forte queda no mercado brasileiro, revertendo a tendência de alta observada nos meses anteriores. A desvalorização da variedade foi impulsionada principalmente pelo avanço dos trabalhos de colheita nas principais regiões produtoras do país e por uma correção técnica nos preços internacionais praticados nas bolsas de valores.

De acordo com analistas do setor cafeeiro, a entrada gradual do grão novo da safra atual aumentou a disponibilidade do produto no mercado físico, fazendo com que os compradores domésticos adotassem uma postura mais cautelosa e retraída. Esse comportamento forçou uma pressão de baixa nas cotações, já que as indústrias e exportadores passaram a barganhar valores menores diante da expectativa de uma oferta robusta nas próximas semanas.

Além dos fatores internos de colheita, o cenário internacional também exerceu forte influência no desempenho negativo do arábica. A Bolsa de Nova York (ICE Futures), que baliza os preços globais da commodity, registrou quedas consecutivas ao longo de maio, motivada pela melhora nas condições climáticas em outros países produtores e pela liquidação de posições por parte de fundos de investimento.

Com o mercado em baixa, o ritmo de negócios travados entre cafeicultores e compradores operou de forma lenta. Muitos produtores optaram por segurar suas vendas, negociando apenas o volume estritamente necessário para fazer caixa, na expectativa de que os preços encontrem um patamar de estabilidade ou reajam com a consolidação da qualidade dos grãos colhidos ao longo do inverno.

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