Preços do algodão avançam no Brasil pelo quarto mês consecutivo

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Postura firme dos produtores na retenção de lotes da safra 2024/25 e forte ritmo de exportações sustentam valorização da pluma em maio.

As cotações do algodão em pluma no mercado brasileiro registraram alta em maio pelo quarto mês consecutivo, atingindo o maior patamar nominal em quase um ano. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), o Indicador da pluma acumulou um avanço de 3,31% ao longo do último mês, impulsionado pela restrição da oferta no mercado físico.

Pesquisadores apontam que o principal fator para a sustentação dos preços é a postura firme dos cotonicultores. Os produtores que ainda detêm lotes remanescentes da safra 2024/25 têm controlado as vendas e limitado a disponibilidade do produto no mercado doméstico, especialmente das plumas de qualidade superior. A estratégia visa garantir melhores margens de lucro antes do início da entrada plena da nova safra no mercado.

Por outro lado, o ritmo dos negócios avança de forma pontual devido à cautela das indústrias compradoras. As fiações e comerciantes locais vêm demonstrando resistência aos novos patamares de preços e reportam dificuldades na aprovação de lotes que caibam nas margens do varejo têxtil. Essa disputa entre elos da cadeia acabou limitando a liquidez geral do mercado de curto prazo.

Apesar do braço de ferro doméstico, o mercado internacional segue aquecido e dando suporte às cotações. Dados parciais de exportação apontam para um crescimento expressivo tanto no volume diário embarcado quanto na receita gerada com o comércio exterior em comparação ao mesmo período do ano passado, consolidando o bom momento para o escoamento da fibra brasileira rumo ao mercado externo.

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