Preço do boi gordo começa a oscilar com aumento da oferta de outono

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Mudança na pastagem e sazonalidade elevam o descarte de fêmeas, pressionando as cotações no mercado pecuário

O mercado pecuário brasileiro iniciou o mês de abril apresentando oscilações nos preços do boi gordo, interrompendo um período de relativa estabilidade. De acordo com analistas do setor, o principal fator para essa movimentação é a chegada do outono, que altera a qualidade das pastagens e força os produtores a aumentarem a oferta de animais para o abate, visando evitar a perda de peso do rebanho com a redução das chuvas.

Com a transição para o período seco, a capacidade de suporte dos pastos diminui, o que eleva especialmente o descarte de fêmeas. Esse aumento repentino na oferta permite que as indústrias frigoríficas trabalhem com escalas de abate mais confortáveis, exercendo uma pressão negativa sobre os valores pagos pela arroba em diversas regiões produtoras, incluindo os principais polos do Centro-Oeste.

Apesar da pressão de baixa, a demanda externa continua sendo um fator de sustentação para os preços. As exportações de carne bovina seguem em ritmo acelerado, o que impede quedas mais acentuadas nas cotações. No mercado interno, o consumo doméstico ainda caminha de forma lenta, mas especialistas acreditam que a maior disponibilidade de oferta no outono pode ajudar a equilibrar o preço da carne para o consumidor final nas próximas semanas.

O pecuarista deve ficar atento ao manejo nutricional neste período de transição para garantir a rentabilidade. O uso de suplementação e o planejamento das vendas tornam-se estratégias essenciais para enfrentar as oscilações de preço. A tendência para o restante do mês é de que o mercado continue testando novos patamares, dependendo diretamente do volume de animais que entrarão nas escalas de abate e do apetite dos importadores asiáticos.

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