Escalas de abate confortáveis e demanda interna moderada travam oscilações nas cotações da arroba.
O mercado físico do boi gordo registra uma semana de estabilidade em praticamente todas as praças de produção do Brasil. Segundo analistas do setor pecuário, as cotações têm se mantido firmes, sem espaço para altas expressivas ou quedas acentuadas. Esse cenário é resultado de um equilíbrio entre a oferta de animais prontos para o abate e a capacidade de escoamento das indústrias frigoríficas, que operam com escalas de abate consideradas “confortáveis”, atendendo à demanda atual.
Em Mato Grosso, o preço da arroba segue a tendência nacional, com variações mínimas entre as diferentes regiões do estado. A manutenção dos preços é atribuída ao ritmo cadenciado das exportações, que seguem em bons volumes, compensando a demanda interna ainda tímida. O consumo doméstico, embora estável, não apresenta o vigor necessário para forçar os frigoríficos a pagarem mais pela matéria-prima neste momento.
Escalas de Abate e Oferta
A disponibilidade de fêmeas para o abate também tem contribuído para o cenário de estabilidade. Com o descarte estratégico em algumas propriedades, a oferta de animais se mantém regular, permitindo que as indústrias programem seus abates com antecedência. Em média, as escalas nacionais giram em torno de 10 a 12 dias, o que retira a urgência de compra por parte dos compradores e estabiliza o valor da arroba no curto prazo.
Perspectivas para o Próximo Mês
Para o final de abril e início de maio, o mercado monitora dois fatores principais: as condições das pastagens e o comportamento do consumidor no varejo. Com a transição para o período seco em boa parte do país, a qualidade das pastagens tende a diminuir, o que pode levar alguns produtores a ofertarem mais animais para evitar a perda de peso no pasto. Por outro lado, a chegada das festividades de maio pode dar um fôlego extra ao consumo interno, o que testará a resistência dos preços atuais.
