Pasta esclarece que processos de auditoria e certificação seguem os protocolos normais e desmente rumores sobre suspensão de novas autorizações para exportação de carne
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) esclareceu, nesta quarta-feira (25.02), que a China mantém abertos os canais para a habilitação de novas unidades frigoríficas brasileiras. A declaração surge após rumores no setor pecuário de que o governo chinês teria suspendido temporariamente o credenciamento de novos estabelecimentos para a exportação de proteína animal. Segundo o ministério, os processos de vistoria e análise técnica seguem o cronograma de trabalho estabelecido entre as autoridades sanitárias dos dois países.
A pasta ressaltou que a relação comercial com a China, principal destino da carne bovina, suína e de frango do Brasil, permanece sólida e baseada em critérios técnicos rigorosos. O processo de habilitação envolve auditorias detalhadas, muitas vezes realizadas de forma remota (videoconferência), que avaliam desde o bem-estar animal até os protocolos de segurança alimentar e higiene nas unidades de processamento. “Não há qualquer indicação de fechamento de portas ou veto político; trata-se do fluxo burocrático natural de um mercado exigente”, afirmou um representante da secretaria executiva.
O setor produtivo brasileiro aguarda com expectativa a certificação de novas plantas, o que poderia ampliar ainda mais o volume de exportações num ano de forte procura externa. Atualmente, o Brasil possui centenas de unidades habilitadas para o mercado chinês, mas ainda há uma lista de espera de estabelecimentos que já cumpriram as exigências locais e aguardam a validação final de Pequim.
A manutenção deste diálogo é considerada vital para a balança comercial brasileira. O Ministério da Agricultura reiterou que continua a trabalhar para diversificar os mercados, mas que a prioridade é garantir que as unidades já operantes e as novas candidatas mantenham a excelência sanitária que o mercado internacional exige, evitando quaisquer entraves que possam prejudicar o ritmo das vendas para o gigante asiático.
