Argentina confirma caso de gripe aviária em granja comercial

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Deteção do vírus em unidade de produção em massa eleva o alerta sanitário no Cone Sul; autoridades reforçam bloqueios para proteger exportações e evitar propagação

A Argentina confirmou, nesta quarta-feira (25.02), a deteção de um caso de gripe aviária (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade – IAAP) numa granja comercial. O anúncio foi feito pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), que identificou o vírus após notificações de mortalidade anormal de aves numa unidade produtiva. Este é um marco preocupante para o setor, uma vez que a presença da doença em circuitos comerciais impõe restrições imediatas ao comércio internacional de carne de frango e ovos.

Imediatamente após a confirmação laboratorial, o governo argentino acionou os protocolos de emergência sanitária, que incluem o sacrifício das aves da unidade afetada, a desinfecção do local e o estabelecimento de um raio de vigilância rigoroso em torno da propriedade. O objetivo é conter o foco e impedir que o vírus chegue a outras regiões produtoras. A Argentina já vinha monitorizando casos em aves silvestres, mas a entrada do patógeno numa granja comercial agrava significativamente o impacto económico.

A situação coloca os países vizinhos, como o Brasil e o Uruguai, em estado de alerta máximo. O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil já recomendou o reforço das medidas de biossegurança nas granjas brasileiras, especialmente nas zonas fronteiriças, para evitar o ingresso da doença no país, que é o maior exportador mundial de carne de frango. A gripe aviária é altamente contagiosa entre as aves e pode causar prejuízos bilionários ao setor produtivo devido aos embargos comerciais automáticos.

As autoridades de saúde reforçam que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos devidamente cozinhados. No entanto, a vigilância é essencial para proteger a fauna nativa e a sustentabilidade da cadeia de proteína animal. O mercado global de carnes já reflete a notícia com cautela, aguardando os próximos relatórios sobre a extensão da propagação na Argentina.

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