Mercado pecuário apresenta equilíbrio entre oferta e procura; escalas de abate confortáveis mantêm cotações lateralizadas nas principais praças.
O mercado físico do boi gordo mantém uma tendência de estabilidade na maioria das regiões produtoras do Brasil nesta quarta-feira (11 de março). De acordo com o acompanhamento da consultoria Safras & Mercado, o cenário atual é de um braço de ferro entre as indústrias frigoríficas e os pecuaristas, resultando em poucas variações nos preços pagos pela arroba.
A calmaria nas cotações deve-se, em grande parte, às escalas de abate, que se encontram em níveis considerados confortáveis para esta época do ano. Com os frigoríficos a conseguir preencher as suas programações de abate para os próximos dias, não há uma pressão imediata para elevar as ofertas de compra. Por outro lado, os produtores, beneficiados pelas boas condições das pastagens em diversas regiões, conseguem reter o gado por mais tempo, evitando uma queda acentuada nos preços.
Exportações e Mercado Interno
Embora o mercado interno apresente um consumo moderado, típico do meio do mês, o setor exportador continua a ser o principal suporte para os preços. A desvalorização cambial e a manutenção da procura por parte de parceiros internacionais, especialmente a China, ajudam a sustentar o valor da arroba, impedindo recuos significativos.
Em São Paulo, referência para o mercado nacional, os preços mantêm-se estáveis, com variações pontuais apenas para animais que cumprem os requisitos de exportação (o chamado “Padrão China”). Analistas indicam que o mercado deve permanecer neste ritmo de estabilidade a curto prazo, a menos que ocorra uma alteração abrupta no ritmo das exportações ou uma mudança climática que force a saída antecipada do gado do pasto.
