Efeito guerra: risco de faltar fertilizantes no Brasil é baixo, diz secretário

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Apesar da escalada do conflito no Médio Oriente e do bloqueio de rotas estratégicas, analistas indicam que o abastecimento nacional está assegurado a curto prazo.


A escalada das tensões no Médio Oriente, marcada pelo recente bloqueio do Estreito de Ormuz e ataques a navios mercantes, acendeu o alerta no agronegócio brasileiro quanto ao fornecimento de fertilizantes. No entanto, de acordo com o comentário do jornalista Cassiano Ribeiro no podcast CBN Agro, o risco de desabastecimento imediato no Brasil é considerado baixo.

Mesmo com a instabilidade geopolítica que envolve grandes produtores e rotas de escoamento, o Brasil diversificou as suas fontes de importação nos últimos anos. Atualmente, países como a China e o Canadá têm desempenhado um papel crucial no fornecimento de nutrientes como potássio e fosfatados, reduzindo a dependência exclusiva de regiões em conflito direto. Além disso, muitos produtores brasileiros já realizaram antecipadamente as compras para as próximas safras, o que garante um stock de segurança no país.

Logística e Preços em Observação

Embora a falta de produtos não seja uma ameaça iminente, o impacto nos preços é inevitável. O aumento do custo dos seguros marítimos e a necessidade de rotas alternativas para contornar zonas de guerra elevam o frete internacional. Como o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza, qualquer variação nos custos logísticos ou na cotação do petróleo acaba por ser repassada para o produtor rural.

Especialistas recomendam que os agricultores mantenham um planeamento rigoroso e monitorizem de perto as janelas de aplicação. O cenário exige cautela, não pela falta do insumo, mas pela volatilidade financeira que o conflito gera nos mercados globais. A mensagem central é de que, embora o caminho esteja mais caro e complexo, as cadeias de suprimento continuam operacionais para sustentar a produtividade do campo brasileiro.

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