Alface fica 36,5% mais cara e lidera alta de hortaliças em janeiro

Agro

Excesso de chuvas nas regiões produtoras prejudica a oferta e eleva preços nos principais entrepostos do país; cenoura e batata também registam aumentos significativos

O preço da alface deu um salto no início de 2026, registando uma alta de 36,5% em janeiro, o maior aumento entre as hortaliças analisadas pelo 1º Boletim Prohort da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento, que monitora os preços nos principais entrepostos de abastecimento (Ceasas) do Brasil, aponta que as condições climáticas adversas, especialmente o excesso de precipitação, foram determinantes para a quebra de oferta no mercado.

De acordo com os técnicos da Conab, as chuvas intensas em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — principais centros produtores de folhosas — dificultaram a colheita e aumentaram a perecibilidade do produto. Com a oferta reduzida e a qualidade comprometida em muitas lavouras, o preço médio subiu em quase todos os mercados analisados, pesando diretamente no bolso do consumidor final.

Além da alface, outras hortaliças apresentaram variações positivas consideráveis. A cenoura teve um aumento de 28,4%, impulsionada pela redução da área plantada e problemas fitossanitários causados pela humidade. A batata-inglesa também seguiu a tendência de alta devido ao fim da safra de inverno e ao atraso no plantio das águas, consolidando um cenário de pressão inflacionária no setor de hortifrúti.

Para os próximos meses, a expectativa é de que os preços comecem a estabilizar à medida que o clima se torne mais favorável e as novas áreas de plantio entrem em produção. No entanto, o setor de inteligência da Conab alerta que a volatilidade continua alta para as folhosas, que são extremamente sensíveis a variações térmicas e pluviométricas.

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