Setores pressionam por salvaguardas e compensações para produtos considerados vulneráveis à concorrência externa
Representantes do setor agropecuário brasileiro têm defendido mecanismos de proteção para cadeias consideradas sensíveis, como leite, vinho, suínos e aves, no contexto do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. A posição dos ruralistas é de que essas cadeias enfrentam pressões significativas da concorrência externa caso as condições de acesso ao mercado europeu sejam ampliadas sem salvaguardas adequadas.
Os defensores da proteção afirmam que produtos como leite e derivados, vinhos nacionais e proteínas animais podem sofrer com a entrada de volumes importados a preços mais competitivos, o que exigiria instrumentos de defesa comercial ou critérios de transição para garantir que os setores tenham tempo de adaptação e não sejam prejudicados pelas mudanças nos fluxos comerciais.
Entre as propostas defendidas pelo setor estão mecanismos de cotas, salvaguardas tarifárias e compensações por eventuais danos à produção doméstica, bem como condições específicas para participação em processos de negociação e implementação de medidas que busquem equilibrar as oportunidades de exportação com a manutenção da produção interna.
A discussão faz parte de um movimento mais amplo de articulação dos segmentos produtivos brasileiros que valorizam a inserção internacional, mas também veem a necessidade de mitigações para proteger cadeias que ainda não estão totalmente competitivas no cenário global.
