alha no fornecimento de eletricidade paralisa sistemas de oxigenação em piscicultura no Oeste do Paraná, resultando em prejuízo milionário para o produtor.
Um grave incidente atingiu o setor de piscicultura no Oeste do Paraná esta semana. Em Tupãssi, uma queda de energia elétrica provocou a morte de mais de 900 mil peixes em uma unidade de produção, gerando um impacto financeiro devastador para o proprietário. A interrupção no fornecimento de energia paralisou os sistemas de aeradores, responsáveis pela manutenção do oxigênio na água, o que inviabilizou a sobrevivência do plantel em questão de poucas horas.
O prejuízo estimado pelo produtor ultrapassa a marca de R$ 9 milhões, um valor que reflete não apenas o custo de criação, mas também a perda da produção que estava em fase avançada de desenvolvimento. Imagens registradas no local mostram a dimensão do desastre ambiental e económico, com grande parte dos peixes vindo a óbito devido à asfixia decorrente da falha mecânica causada pela ausência de eletricidade.
Justiça e Impacto no Setor
A gravidade da situação levou o caso à esfera judicial. A Justiça determinou que a concessionária de energia (Copel) regularize a situação da rede elétrica na propriedade rural imediatamente, visando prevenir novos incidentes desta magnitude. Produtores da região têm manifestado preocupação com a fragilidade da infraestrutura elétrica, que é essencial para o funcionamento de uma das atividades que mais cresce na economia paranaense.
Este evento reacende o debate sobre a necessidade de maior resiliência na infraestrutura rural e a implementação de sistemas de segurança (como geradores de emergência e alarmes redundantes) para mitigar os riscos inerentes à piscicultura intensiva. O setor de piscicultura no Paraná, que é líder nacional, enfrenta o desafio de conciliar a alta tecnologia produtiva com a instabilidade de serviços essenciais, como a distribuição de energia elétrica, que, quando falha, compromete todo o ciclo de produção.
As autoridades e associações de piscicultores seguem acompanhando o caso, prestando apoio ao produtor e reforçando a necessidade de planos de contingência robustos para evitar que eventos climáticos ou falhas na rede elétrica continuem a ameaçar a segurança alimentar e a viabilidade econômica das propriedades rurais.
