Produtores e entidades do agro alertam para falta de diesel no Paraná

Agro

Escassez de combustível no interior do estado ameaça ritmo da colheita e do plantio; interrupções logísticas no Porto de Paranaguá agravam cenário.


Produtores rurais e sindicatos do agronegócio no Paraná emitiram um alerta urgente nesta quarta-feira (11 de março) sobre a crescente falta de óleo diesel em diversas regiões do estado. O desabastecimento, que começou a ser sentido de forma pontual nos últimos dias, já atinge postos de combustíveis e cooperativas, colocando em risco as operações de colheita da safra de verão e o plantio da safrinha de milho.

De acordo com entidades ligadas à Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), a situação é crítica em municípios do Oeste e Sudoeste paranaense. A falta do combustível impede que tratores e colheitadeiras operem na janela ideal, o que pode resultar em perdas de produtividade e aumento dos custos logísticos. Relatos de produtores indicam que o diesel disponível está a ser racionado ou vendido com preços significativamente acima da média de mercado.

Crise Logística e Geopolítica

A origem do problema está associada a um “gargalo” logístico e ao reflexo das tensões globais. O Porto de Paranaguá, principal porta de entrada de combustíveis no estado, tem enfrentado dificuldades operacionais devido ao atraso na chegada de navios petroleiros, consequência directa da instabilidade no Médio Oriente e do bloqueio de rotas marítimas estratégicas. Com a oferta global restrita e o frete mais caro, as distribuidoras estão a ter dificuldades em repor os stocks com a agilidade necessária.

As lideranças do setor agropecuário pedem uma intervenção das autoridades estaduais e federais para garantir a prioridade no abastecimento do setor produtivo. Alertam que, se o fluxo de diesel não for normalizado nos próximos dias, o impacto no abastecimento de alimentos e no cumprimento de contratos de exportação poderá ser severo, afectando a economia de todo o estado.

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