Escassez de animais prontos para abate e procura externa aquecida impulsionam cotações; mercado de reposição também acompanha tendência de valorização
O preço do boi gordo voltou a subir nas principais praças pecuárias do Brasil nesta quarta-feira (25.02). O movimento de alta é sustentado pela baixa oferta de animais terminados, fruto do ciclo pecuário e das condições das pastagens em algumas regiões, aliado a uma procura robusta tanto por parte dos frigoríficos exportadores quanto do mercado interno.
De acordo com analistas de mercado, a escala de abate das indústrias segue apertada, o que obriga os compradores a oferecerem prémios maiores para garantir o preenchimento das programações semanais. Em estados como Mato Grosso e São Paulo, os valores da arroba têm testado novos níveis de suporte, refletindo a necessidade de manter o fluxo de embarques para mercados exigentes, como o chinês.
Além do boi gordo, o mercado de reposição também apresenta sinais de aquecimento. Com a valorização do animal acabado, os produtores sentem-se mais confiantes para investir na compra de bezerros e garrotes, o que eleva os preços em toda a cadeia produtiva. Contudo, especialistas alertam que a margem de lucro do pecuarista depende do controlo rigoroso dos custos de nutrição e suplementação, que continuam elevados.
A expectativa para o curto prazo é de que os preços se mantenham firmes, uma vez que não há previsão de um aumento significativo na oferta de gado de pasto nos próximos dias. O setor monitora agora o comportamento do consumo doméstico no final do mês e o ritmo das exportações, que têm sido o grande motor para a sustentação das cotações em patamares elevados.
