Escala de abate confortável e consumo interno moderado ditam o ritmo das negociações no mercado pecuário nacional
O mercado do boi gordo iniciou a semana com preços estáveis nas principais praças pecuárias do Brasil. De acordo com consultorias especializadas no setor, o equilíbrio entre a oferta de animais prontos para o abate e a demanda dos frigoríficos tem mantido as cotações sem grandes variações neste final de fevereiro.
Os frigoríficos operam atualmente com escalas de abate consideradas confortáveis, o que lhes permite exercer pressão sobre os preços ou apenas manter os patamares da semana anterior. No mercado físico, o valor da arroba tem oscilado pouco, refletindo um momento de transição em que o consumo doméstico de carne bovina apresenta uma desaceleração característica da segunda quinzena do mês.
No cenário das exportações, o ritmo continua positivo, auxiliando na sustentação dos preços para animais que atendem aos padrões internacionais, como o “Boi China”. No entanto, a estabilidade do câmbio e a ausência de novos factos relevantes no comércio exterior contribuem para a lateralização do mercado nesta abertura de negócios.
Analistas indicam que o comportamento das pastagens, favorecido pelo regime de chuvas em diversas regiões produtoras, permite que o pecuarista retenha o gado no campo por mais tempo, evitando uma sobreoferta que poderia derrubar as cotações. Por outro lado, a indústria mantém cautela nas compras, aguardando uma possível reação do consumo na virada do mês.
Para os próximos dias, a expectativa é de que o mercado mantenha a toada de estabilidade, com os agentes monitorando de perto o escoamento da carne no mercado retalhista e a evolução dos custos de produção, especialmente em relação aos preços dos grãos utilizados na suplementação animal.
