Oscilações cambiais e a demanda externa sustentam a cotação da commodity, mesmo com o avanço da colheita nas principais regiões produtoras.
O mercado de soja encerrou esta semana com uma leve tendência de alta nas cotações internas. O movimento é resultado de uma combinação de fatores que envolvem tanto a volatilidade do câmbio quanto a dinâmica das exportações, que continuam a dar suporte aos preços pagos ao produtor, apesar da pressão sazonal exercida pelo avanço da colheita da safra 2026.
Apesar de o ritmo acelerado dos trabalhos de campo aumentar a oferta disponível no mercado interno — fator que, teoricamente, pressionaria os preços para baixo —, o comportamento do dólar e a necessidade de recomposição de estoques por parte de compradores internacionais têm impedido quedas mais acentuadas. Analistas observam que a estratégia de comercialização dos produtores tem sido cautelosa, focando em garantir margens operacionais diante da oscilação constante dos preços internacionais na Bolsa de Chicago.
Dinâmica e Perspectivas
O cenário atual reflete um equilíbrio delicado. De um lado, a produtividade das lavouras em estados chave, como Mato Grosso, tem se mostrado resiliente, reforçando a expectativa de uma colheita robusta. Do outro, a logística para o escoamento desta grande safra e a busca por melhores pontos de venda mantêm o mercado atento.
Para as próximas semanas, a tendência é que o mercado continue operando com volatilidade, monitorando de perto o desempenho das exportações e as decisões de venda por parte dos agricultores. A expectativa de especialistas é que o mercado se estabilize à medida que a colheita avance e o fluxo de comercialização ganhe previsibilidade, permitindo uma melhor formação de preços ao longo do primeiro trimestre.
