Deteção do vírus em granja comercial no país vizinho acende sinal amarelo para produtores brasileiros; especialistas discutem riscos e reforço na biossegurança
A confirmação de um caso de gripe aviária (H5N1) em uma unidade de produção comercial na Argentina é o tema central do comentário de hoje no podcast CBN Agro. O incidente, que marca uma escalada na crise sanitária do país vizinho, coloca o Brasil em estado de vigilância máxima. Como o maior exportador de carne de frango do mundo, o território brasileiro mantém o status de “livre da doença” em planteis comerciais, um patrimônio sanitário que agora exige proteção redobrada nas fronteiras.
No comentário, especialistas analisam o impacto imediato para o mercado de proteínas. A entrada do vírus em granjas comerciais argentinas desencadeia protocolos internacionais que restringem as exportações do país, o que pode alterar o fluxo de comércio na América Latina. Para o Brasil, o risco não é apenas econômico, mas logístico, dada a proximidade geográfica e o fluxo de aves migratórias que podem atuar como vetores do patógeno.
As orientações para os produtores nacionais são claras: restringir o acesso de pessoas estranhas às granjas, reforçar a desinfecção de veículos e garantir que as aves de produção não tenham qualquer contato com pássaros silvestres. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já intensificou a fiscalização em zonas fronteiriças e reforçou que a notificação imediata de qualquer suspeita de mortalidade elevada é crucial para conter possíveis focos.
Apesar do cenário de alerta, os especialistas tranquilizam o consumidor: a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de frango ou ovos inspecionados. O foco agora é puramente técnico e econômico, visando evitar embargos que poderiam custar bilhões de reais ao agronegócio brasileiro caso o vírus cruze a fronteira e atinja o sistema produtivo nacional.
