Frota de aviões agrícolas cresce 5% no Brasil e ganha primeiro modelo autónomo

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Expansão reflete a modernização do campo e a busca por eficiência na aplicação de insumos; tecnologia de pilotagem remota é o grande destaque do setor em 2026

A frota de aeronaves agrícolas no Brasil registou um crescimento de 5% no último ano, consolidando o país como um dos líderes mundiais na utilização de aviação para o agronegócio. O setor encerrou o período com um marco histórico: a entrada em operação do primeiro modelo de avião agrícola totalmente autónomo. A aeronave, capaz de realizar pulverizações precisas sem a necessidade de um piloto a bordo, promete revolucionar a gestão de grandes culturas, como soja, milho e cana-de-açúcar.

O aumento da frota é impulsionado pela necessidade dos produtores de otimizar a aplicação de defensivos e fertilizantes, especialmente em janelas de plantio cada vez mais curtas. Segundo dados do setor, o Brasil conta agora com uma das frotas mais modernas e diversificadas do mundo, integrando aviões de turboélice de alta capacidade e aeronaves a pistão adaptadas para pequenas e médias propriedades. A introdução do modelo autónomo, no entanto, é vista como o passo mais audacioso no processo de digitalização do campo.

Este novo modelo utiliza inteligência artificial, sensores de última geração e mapeamento via satélite para executar planos de voo com margem de erro mínima. Além de aumentar a segurança, ao retirar o piloto de situações de risco em voos de baixa altitude, a tecnologia permite uma aplicação mais uniforme, reduzindo o desperdício de produtos químicos e o impacto ambiental. “Estamos a entrar numa nova era onde a eficiência operacional encontra a sustentabilidade tecnológica”, afirmam especialistas da área.

Apesar da euforia com a autonomia, as entidades do setor reforçam que a formação de profissionais qualificados continua a ser prioritária, uma vez que a operação destas novas tecnologias exige técnicos especializados em solo. O crescimento da frota também tem gerado uma maior procura por infraestrutura de suporte, como pistas de pouso homologadas e hangares equipados em regiões de fronteira agrícola, como Mato Grosso e o Matopiba.

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