Gargalo logístico no Arco Norte é agravado por excesso de chuvas e aumento do fluxo de veículos na BR-163 durante o pico da safra
Uma fila de camiões carregados com soja estende-se por cerca de 25 quilómetros na região de acesso aos terminais portuários de Miritituba, no Pará. O congestionamento é reflexo do aumento sazonal no fluxo de veículos da safra 2025/2026, somado às dificuldades operacionais causadas pelas fortes chuvas que atingem o Norte do país, dificultando o descarregamento e a logística local.
O fluxo intenso na BR-163, principal via de escoamento da produção de Mato Grosso para o Arco Norte, tem gerado esperas que ultrapassam 48 horas para os motoristas. O excesso de humidade prejudica as operações de transbordo nos portos, uma vez que o descarregamento de grãos precisa de ser interrompido durante os períodos de precipitação para preservar a qualidade do produto.
Empresas de logística e autoridades de trânsito locais tentam organizar o tráfego para evitar o bloqueio total das vias de acesso. O gargalo ocorre no momento em que a colheita de soja em Mato Grosso atinge o seu auge, elevando a pressão sobre a infraestrutura portuária da região, que se tornou estratégica para reduzir os custos de frete em comparação com os portos do Sul e Sudeste.
Além dos atrasos, o congestionamento gera custos adicionais de estadia para as transportadoras e impacta o cronograma de chegada dos navios que aguardam para carregar a mercadoria. A previsão meteorológica para os próximos dias indica a continuidade das chuvas na região, o que deve manter o ritmo de operações lento e a fila de carretas nos acessos aos terminais.
O setor produtivo tem monitorado a situação com preocupação, reforçando a necessidade de melhorias contínuas na manutenção das rodovias e na ampliação da capacidade estática de armazenamento nos portos para mitigar os efeitos da sazonalidade e do clima na logística de exportação brasileira.
