Seca e estresse hídrico freiam potencial produtivo e projetam menor volume de laranjas na próxima safra
A safra de laranja 2025/26 no principal polo produtor do Brasil — composto pelo cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro — teve sua estimativa de produção reduzida em função da falta de chuva e do estresse hídrico nos pomares, afetando o desenvolvimento dos frutos e elevando a taxa de queda antes da colheita.
Segundo a última reestimativa da produção, o volume projetado deve ficar em torno de 294,8 milhões de caixas de 40,8 kg, abaixo das projeções anteriores que apontavam números mais elevados para o ciclo, apesar de ainda superar a safra anterior. A revisão reflete principalmente a escassez de chuva durante grande parte do ciclo produtivo, que limitou o crescimento normal dos frutos e contribuiu para seu maior decréscimo de peso e maior taxa de queda nos pomares.
O cenário climático desafiador, com precipitações abaixo da média histórica em diversas áreas de produção, foi um dos fatores apontados como determinantes para a redução da expectativa de volume final de laranjas, impactando a formação e o desenvolvimento dos frutos ao longo das fases de crescimento.
A projeção revisada acompanha as condições adversas enfrentadas pelos produtores, que agora ajustam suas expectativas de oferta para o mercado interno e externo diante da combinação de déficit hídrico e estiagem em momentos críticos do ciclo produtivo.
