Empresa investe em energia renovável a partir de resíduos da cana; projeto reforça transição energética no setor sucroenergético.
A Cocal, uma das gigantes do setor sucroenergético brasileiro, anunciou um novo passo estratégico em sua agenda de sustentabilidade e inovação: a utilização de biometano para a geração de energia elétrica. O projeto, detalhado no início de abril de 2026, prevê a transformação de resíduos do processamento da cana-de-açúcar — como a vinhaça e a torta de filtro — em biogás purificado (biometano), que será direcionado para motores de alta performance capazes de converter o combustível em eletricidade limpa.
A iniciativa visa não apenas diversificar a matriz de receitas da companhia, mas também otimizar o aproveitamento de subprodutos que antes tinham destinação limitada. Com a geração própria de eletricidade a partir do biometano, a Cocal reduz sua dependência da rede externa e amplia sua oferta de energia renovável para o Mercado Livre de Energia. Além disso, o biometano se apresenta como uma alternativa de baixo carbono extremamente eficiente, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa na cadeia produtiva.
O investimento faz parte de um movimento maior do agronegócio brasileiro em direção à economia circular. Ao transformar passivos ambientais em ativos energéticos, o setor sucroenergético se posiciona como um protagonista da transição energética global. A tecnologia adotada pela Cocal permite que a produção de energia ocorra de forma contínua, independentemente da sazonalidade da safra, garantindo uma entrega estável de eletricidade para o sistema.
Especialistas do setor apontam que o biometano é o “combustível do futuro” para o interior do Brasil. Além da geração elétrica, o gás pode substituir o diesel em frotas de caminhões e tratores, reduzindo custos operacionais e a pegada de carbono do transporte de safra. Para a Cocal, a consolidação deste projeto em 2026 reforça seu compromisso com as práticas ESG (Ambiental, Social e Governança) e abre portas para novos modelos de negócio baseados em certificados de energia limpa e créditos de carbono.
