Bancada ruralista defende reformulação do Plano Safra

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Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) propõe mudanças estruturais para o ciclo 2026/2027, focando em seguros mais robustos e juros competitivos.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), conhecida como a “bancada ruralista”, intensificou esta semana as discussões sobre a necessidade de uma reformulação profunda no modelo do Plano Safra. Para os parlamentares e representantes do setor, o atual formato de financiamento tem se mostrado insuficiente para lidar com a volatilidade dos preços das commodities e a crescente frequência de eventos climáticos adversos que assolam o campo.

Uma das principais bandeiras da bancada para o próximo ciclo (2026/2027) é o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Os ruralistas argumentam que o orçamento destinado ao seguro precisa de previsibilidade e valores significativamente maiores para garantir que o produtor não fique desassistido em caso de quebra de safra. Além disso, defendem a criação de linhas de crédito que privilegiem a sustentabilidade, mas sem que as exigências ambientais se tornem barreiras burocráticas para o pequeno e médio produtor.

Crédito e Sustentabilidade

A reformulação defendida pela FPA também passa pela revisão das taxas de juros equalizadas. Com o cenário econômico global instável, os parlamentares buscam garantir que o Tesouro Nacional mantenha subsídios capazes de manter o custo de produção viável, especialmente para o custeio. Outro ponto central é a maior participação de fontes privadas no financiamento do agro, reduzindo a dependência histórica de recursos públicos, desde que haja segurança jurídica para essas operações.

O governo federal, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária, tem sinalizado abertura para o diálogo, mas reforça que a prioridade será dada a produtores que adotarem práticas regenerativas e de baixo carbono. A queda de braço entre a bancada e o Executivo deve concentrar-se no equilíbrio entre o rigor das metas ambientais e a necessidade de liquidez imediata para o setor produtivo.

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