Os preços do algodão em pluma voltaram a apresentar sinais de reação no mercado brasileiro no início de 2026, após um período de baixos níveis de negociação. A recuperação nos valores acontece em meio a uma combinação de demanda mais presente por parte de compradores e uma oferta retraída de produto disponível para venda, gerando um ambiente de maior equilíbrio nas negociações.
O movimento de recuperação de preços se consolidou mesmo diante de cotações internacionais em queda e desaceleração da taxa de câmbio, fatores que normalmente pressionam os valores no mercado doméstico. Neste contexto, as negociações físicas de algodão passaram a ocorrer em patamares acima da paridade de exportação, algo que não era observado há cerca de três meses.
Produtores rurais seguem atentos à evolução das atividades de campo, principalmente à fase de colheita da soja e ao início da semeadura do algodão de segunda safra, já que a dinâmica de oferta desses produtos influenciará diretamente o mercado da fibra. Apesar do movimento de reação nos preços, a liquidez no mercado permanece limitada, refletindo a tradicional disputa entre compradores, que buscam volumes restritos, e vendedores, que ainda mantêm ofertas firmes em busca de melhores cotações.
O cenário atual indica que, enquanto a oferta permanece controlada e os compradores voltam a se engajar nas negociações, os preços do algodão podem continuar a responder positivamente em períodos de menor disponibilidade, especialmente se a tendência de retração de oferta persistir. Assim, agentes da cadeia seguem monitorando o comportamento de mercado para ajustar estratégias de comercialização e comercialização de algodão no curto prazo.
