Representantes da indústria frigorífica brasileira intensificaram pedidos ao governo para que o modelo de exportação utilizado na cota Hilton seja adaptado e replicado para o mercado de carne bovina in natura na China. A iniciativa tem como objetivo ampliar a presença do produto brasileiro em um dos maiores destinos globais de carne e fortalecer a competitividade do setor no exterior.
No modelo defendido pelos frigoríficos, o Brasil poderia usufruir de condições comerciais diferenciadas ao exportar carne bovina para a China, similar ao que ocorre com países que utilizam a cota Hilton para acessar mercados europeus com tarifas e regras específicas. Isso permitiria maior previsibilidade de volume e preços, facilitando o planejamento produtivo e comercial das indústrias brasileiras.
A China é um dos principais compradores de carne bovina do mundo e tem se mostrado um mercado estratégico para os embarques do Brasil. A adaptação do modelo comercial é vista pelo setor como uma forma de reduzir barreiras tarifárias e burocráticas, além de ampliar as oportunidades de negócios em um cenário de forte demanda por proteína animal.
Empresários da cadeia de carne bovina afirmam que um novo arranjo comercial pode reduzir o custo Brasil e tornar o produto nacional ainda mais competitivo frente a concorrentes internacionais, o que poderia reforçar a receita cambial e expandir os volumes exportados.
O tema também envolve discussões sobre aspectos sanitários, certificações e negociações bilaterais com as autoridades chinesas, com foco em assegurar que os padrões exigidos pelo país sejam atendidos para garantir o acesso sustentável do produto brasileiro.
Enquanto isso, o setor segue articulando propostas e engajando diálogos com representantes governamentais, com o objetivo de consolidar um modelo comercial que potencialize a presença da carne bovina brasileira na China, ampliando oportunidades para produtores, frigoríficos e demais elos da cadeia.
